Polo Formador em Terapia Comunitária Integrativa

A PÁSCOA e “ELE” - Prof.. Adalberto Barreto

A PÁSCOA e “ELE”
  
Prof. Adalberto Barreto

O universo tem passado por abalos e sobrevivido a todos. São ciclos que se fecham e outros que iniciam.

Quando somos prisioneiros de um ciclo, seu final ressoa como o fim do mundo, gerando pânico e sofrimento. O mundo sempre termina para quem morre e perde a esperança, e começa para quem nasce e tem fé.

A consciência que a vida é feita de ciclos parece ser uma constante que tem acompanhado a humanidade.

O cristianismo nos alerta que existe um tempo que interliga os ciclos de vida. Este tempo se chama PÁSCOA.

Passagem da morte para a vida, da dor para a alegria, das trevas para a luz. É o tempo da esperança que a força da vida sempre vencerá.

O Corona Vírus é o abalo do momento. Tudo parou. As indústrias pararam de produzir, os aviões pararam de voar, as igrejas fecharam suas portas, os centros esportivos pararam suas atividades, as olimpíadas foram adiadas, as pessoas ficaram confinadas e pararam de se abraçar...

Esta pausa silenciosa e duradoura, está nos obrigando a refletir sobre os valores do modelo econômico mundial onde o lucro a todo custo tem sido a norma que rege as relações comerciais e humanas, responsável pelas desigualdades, guerras e desequilíbrios.

Quero compartilhar uma reflexão que tenho feito nesta páscoa. A mitologia Crista diz: “Deus fez o homem a sua imagem e semelhança”. Ou seja, um ser criador e transformador do caos pelo trabalho.
Quando Caim matou seu irmão Abel, Deus perguntou: “Caim onde está teu irmão”? Uma pergunta que nos responsabiliza uns pelos outros. Somos todos corresponsáveis do que acontece com nossos irmãos e com o meio ambiente.

O Homem deu origem a um vírus invisível à imagem e semelhança do seu comportamento dotado de um poder devastador de vidas inocentes, interrompendo o processo produtivo, provocando confinamento, sofrimento e desolação pelo planeta terra. O Homem está destruindo, pela ganância, o que Deus construiu pelo amor.

O momento é de nos perguntarmos: quais outros vírus vamos ainda construir com esta noção de progresso e desenvolvimento? Para o corona  já sabemos que temos que investir na prevenção, no confinamento, na promoção da vida, na higiene, na redistribuição de renda, reforçar a solidariedade e  cuidar dos  mais vulneráveis.

E para evitar outras catástrofes, outros vírus assassinos que ainda virão, que mudanças precisam ser feitas na economia, na educação, na saúde e na politica? ( Adalberto Barreto)

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